Ergonomia e Fisiologia do Trabalho

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Published on July 30, 2014

Author: isadorapinheirod

Source: authorstream.com

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Ergonomia e Fisiologia do Trabalho: Ergonomia e Fisiologia do Trabalho Prof.: Leonardo Sapucaia Fisioterapeuta O que é ergonomia?: Etimologia: ERGOS = TRABALHO NOMOS = LEI, REGRA O trabalho tem todo um pano de fundo de sofrimento: Em latim: trabalho = tripalium; Trabalhar= tripaliare (torturar com o tripalium). Na bíblia: “ganharás o pão com o suor de teu rosto” (Gn.3,19) O que é ergonomia? Conceito: Conceito "Conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessários para conceber as ferramentas, as máquinas e os dispositivos que podem ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e eficiência ” Alain Wisner Conceito da Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO): “A ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho às características fisiológicas e psicológicas do ser humano”. Conceito da Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO) Objetivo da Ergonomia: Adaptar o trabalho ao homem (não o contrário); Estudar o complexo formado pelo operador humano e seu trabalho. Objetivo da Ergonomia Origem e evolução da ergonomia: Foi utilizada pela primeira vez, em 1857, pelo polonês W. Jastrzebowski , no artigo intitulado: “Ensaio de ergonomia ou ciência do trabalho baseada nas leis objetivas da ciência da natureza”; Em 1949, o engenheiro Murrel criou na Inglaterra a primeira sociedade nacional de ergonomia, a “Ergonomic Research Society” . Origem e evolução da ergonomia Origem e evolução da ergonomia: Desenvolveu-se em numerosos países industrializados, como a França, Estados Unidos, Alemanha, Japão, Suécia e Noruega; Em 1959 foi fundada a “ International Ergonomics Association ”; Em 31 de agosto de 1983 foi criada a “Associação Brasileira de Ergonomia”; Em 1989 foi implantado o primeiro mestrado do país no PPGEP/UFSC. Origem e evolução da ergonomia Desenvolvimento atual da ergonomia: Pode ser caracterizado segundo quatro níveis de exigências: As exigências tecnológicas: técnicas de produção; As exigências econômicas: qualidade e custo de produção; As exigências sociais: melhoria das condições de trabalho; As exigências organizacionais: gestão participativa. Desenvolvimento atual da ergonomia Por que usar a Ergonomia?: Novas tecnologias, competitividade de mercado, produtividade x qualidade; Necessidade de melhoria das práticas das tarefas com: Eficácia Segurança Qualidade Por que usar a Ergonomia? Por que usar a Ergonomia?: Alto índice de acidentes de trabalho;  Problemas associados a doenças do trabalho; Redução da produtividade no local de trabalho, alto índice de absenteísmo, retrabalhos, diminuição de motivação, etc ; Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), proporcionando mais do que um posto de trabalho melhor, mas também uma vida melhor no trabalho. Por que usar a Ergonomia? A ergonomia se esforça para conhecer o comportamento do operador: Diferença entre: o trabalho prescrito = tarefa o trabalho real = atividade Atividade é a expressão do funcionamento do homem na execução de sua tarefa. A ergonomia se esforça para conhecer o comportamento do operador Abordagem Ergonômica: Considera as capacidades humanas e seus limites: capacidade física; força muscular; dimensões corporais; possibilidades de interpretação das informações pelo aparelho sensorial (visão, audição); capacidade de tratamento das informações em termos de rapidez e de complexidade. Abordagem Ergonômica Abordagem Ergonômica: Analisa as exigências das tarefas e os diferentes fatores que influenciam as relações homem x trabalho Características materiais do trabalho : apresentação espacial e temporal: peso dos instrumentos forças a exercer disposição dos comandos dimensões dos diferentes elementos constituintes do posto e do sistema Abordagem Ergonômica Sinais de Alarme: Existem vários tipos de sinais de alarme ou indicadores para um estudo ergonômico: Fisiológicos aceleração dos batimentos cardíacos ; quantidade de ar respirado; atividade elétrica cerebral; temperatura corporal. Sinais de Alarme Sinais de Alarme: Em nível do trabalho repetitividade de erros cometidos em uma tarefa; as baixas na produtividade e na qualidade da performance do operador; aumento do índice de retrabalhos; incidentes de trabalho; acidentes de trabalho (importância vital). Sinais de Alarme Sinais de Alarme: Subjetivos queixas eventuais dos trabalhadores (contraste entre a percepção objetiva e a subjetiva) “a noção de conforto” Mudanças de comportamento ansiedade e irritação Sinais de Alarme Abordagens da ergonomia: Quanto à abrangência Ergonomia do posto de trabalho: abordagem microergonômica ; Ergonomia de sistemas de produção: abordagem macroergonômica . Abordagens da ergonomia Abordagens da ergonomia: Quanto à contribuição Ergonomia de concepção: normas e especificações de projeto; Ergonomia de correção: modificações de situações existentes; Ergonomia de arranjo físico: melhoria de seqüências e fluxos de produção; Ergonomia de conscientização: capacitação em ergonomia. Abordagens da ergonomia Abordagens da ergonomia: Quanto a interdisciplinaridade Engenharia: projeto e produção ergonomicamente seguros; Design: metodologia de projeto e design do produto; Psicologia: treinamento e motivação do pessoal; Saúde: prevenção de acidentes e doenças do trabalho; Administração: projetos organizacionais e gestão de R.H. Abordagens da ergonomia Ergonomia participativa: Consiste nos próprios trabalhadores estarem envolvidos na implementação dos conhecimentos e procedimentos ergonômicos em seus postos de trabalho; A premissa é que os trabalhadores conhecem seus postos de trabalho melhor que qualquer outra pessoa e que este conhecimento permite-lhes desenvolver uma maior compreensão e aproximação com seu trabalho. Ergonomia participativa Envolvimento paralelo: Os trabalhadores são questionados a visualizar e resolver problemas e produzir idéias que irão influenciar a operação do sistema organizacional. Ex.: CCQ (círculos de Controle de Qualidade, programas de QVT (Qualidade de Vida no Trabalho), planos de recompensa a sugestões. Envolvimento paralelo Envolvimento no trabalho: Focam o projeto do mesmo de modo que isto motive o melhoramento do desempenho no trabalho. Ex.: Enriquecimento do trabalho, grupos semi-autônomos. Envolvimento no trabalho Auto envolvimento: Sugere uma organização em que as pessoas dos níveis mais baixos tenham um senso de envolvimento, não somente em quão bem eles façam o seu trabalho ou quão efetivamente funcionam seus grupos, mas em termos do desempenho da organização como um todo. Auto envolvimento Custos: A Prioridade é o esforço para justificar o custo de melhorias ergonômicas (saúde e segurança); É importante também assegurar que o custo destas seja o mais baixo possível; Prudente obter a melhor relação custo/benefício. Custos Análise de Custo/Benefício : É a forma predominante, entre outras existentes, para justificar os gastos com mudanças propostas pela ergonomia. diminuição de custos Benefícios melhoria de desempenho Análise de Custo/Benefício Redução de custos: Diminuir custos com horas extras (trabalhadores substitutos); Custos de seguros e/ou custos de compensação relacionados a acidentes ou lesões; Ações judiciais; Melhorar a qualidade e a quantidade da produção. Redução de custos Benefícios: Ganhos de fácil mensuração aumentos de produtividade e de qualidade; a redução dos desperdícios; as economias de energia; mão-de-obra, manutenção, etc. Ganhos de difícil mensuração redução do absenteísmo devido a acidentes e doenças ocupacionais. Benefícios Benefícios intangíveis: Satisfação do trabalhador; Conforto; Redução do turnover ; Aumento da motivação dos trabalhadores. Benefícios intangíveis Custos diretos gerados por acidentes e doenças profissionais: Custos diretos gerados por acidentes e doenças profissionais Referências: Couto, Araujo Hudson. Ergonomia Aplicada ao Trabalho. Belo Horizonte: Ergo Editora, Volumes 1 e 2, 1995. Fontoura, Ivens. Ergonomia: Apoio para a Engenharia de Segurança, Medicina e Enfermagem do Trabalho. Curitiba: UFPR/Dep. Transporte, 1993. 36p. Apostila. Palmer, Colin. Ergonomia. Tradução de Almir da Silva Mendonça. FGV - Instituto de Documentação. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1976. 207p. Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região. Vítimas dos Ambientes de Trabalho Rompendo o Silêncio. Osasco, 2000. Mario Signorini . Qualidade de Vida no Trabalho. Rio de Janeiro. Taba Cultural, 1999. Atlas - Manuais de legislação Atlas. Segurança e medicina do Trabalho. São Paulo - 48ºEDIÇÃO: : Atlas- www.atlasnet.com.br, 2000. Referências

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